sexta-feira, 23 de outubro de 2015
terça-feira, 20 de outubro de 2015
RECANTO FELIZ
Assim dizia a placa fixada na
madeira, no centro e no alto. Era o nome da casa de praia no Pinhal.
O pátio grande e o verde gramado no espaço aberto para jogar
bocha e cruzar a vizinhança para acesso a outra rua. Mas o mais
importante da casa era a rede colorida e ampla para a
menina que se balançava a inventar histórias...
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Tardes de domingo
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Para Lygia
Nas horas nuas releio As meninas e me desnudo. Me embriago, me entorpeço de invenção e memória. Fujo da ostra, renasço pérola.
domingo, 9 de agosto de 2015
PAI
Dentro do severo senhor esconde-se o sensível menino, mas só o
enxergam os astutos, os capazes de atravessar as profundezas do
olhar azul mar.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
BARALHO
O neto deixava o avô ganhar no carteado, gostava de enxergar o
menino a refazer-se em sorriso e em olhar. A magia das cartas: por
alguns instantes tinham a mesma idade!
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Amparo
Carregava em seu nome a proteção, logo ela que sempre fora tão
frágil. No dia da partida do seu maior guardião, começaram a
faltar-lhe as forças nas pernas e passou a agarrar-se à bengala.
Às vezes, ao apertar o frio alumínio, ela fecha os olhos e sorri
feliz pela rua ao sentir o afago e o calor da mão defensora.
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